Goodbye 2013. Hello 2014!

11591550766_72ca19c2f9_oO último dia do ano merece um post especial. Hoje o post é sobre o blog, sobre esse quase um ano de Leve Melodia.

O blog começou em março de 2013, e a quase um ano estamos aqui. Muitas coisas mudaram desde o começo, e como esperamos, muitas coisas ainda irão mudar. Hoje senti a necessidade de conversar com vocês, o motivo do blog existir, e o motivo para tantas mudanças. O blog seria nada sem vocês, leitores!

Já pararam para pensar o quanto o blog mudou? Quem acompanha o blog desde o começo sabe: o blog sempre teve muitos posts sobre construções e etc. Hoje não mais. Hoje o que mais tem aqui é: decoração! Algo que pelo que percebi, vocês gostam muito ahhaha. Sem focar apenas nestes dois assuntos, claro que mudaram outros tipos, é que, o blog é feito por uma pessoa, óbvio, todos os blogs são, e nós estamos sempre em constante mudança, o que faz o blog mudar de assuntos, layouts e etc. Quantos blogs acompanhamos desde o início e percebemos, acompanhando a pessoa, que o blog (as vezes radicalmente), mudou?

Assim como todos os anos a nossa vida muda. Acho que é por isso que resolvi escrever este post, todo ano é tempo de mudanças. O blog foi um exemplo disso, mudou a minha vida, mudou a vida de leitores, e se moldou com as minhas mudanças. O real motivo desse post não é o blog, é você! É cada leitor que passa por aqui, seja diariamente, semanalmente, raramente ahahha. E acompanha o blog, admira tudo isso, ou até aqueles que só gostam as vezes do layout, ou qualquer outra simples coisa.

Assim como eu mudei este ano, e o blog também, estaremos sempre em constante desenvolvimento, em constante mudanças. E você também. O que você admira hoje no blog, talvez daqui um tempo, passe a não admirar. Mas a vida é um pouco disso, um pouco de gostar e desgostar, um pouco de querer muito e de repente não querer.
As vezes é complicado pensar nisso, em tantas mudanças e reviravoltas que o mundo dá, e nós damos, mas, para quê entender? Não é muito mais simples nos acostumarmos com mudanças? Qualquer mudança, de qualquer “tamanho” consegue “implicar” em quase todos os passos da nossa vida. Algumas vem para melhorar, enquanto outras só pioram. Mas é tempo de deixar-se mudar. É tempo de procurar coisas novas, deixar de gostar de algo que se ama, e começar a gostar de algo que sempre se odiou. A vida é isso!

Espero que todos tenham um ótimo 2014, e que o seu 2013 tenha sido tão bom quanto o próximo será. Espero que vocês aceitem coisas novas nas suas vidas, aceitem mudanças…

*Não esqueçam que está rolando um super sorteio aqui no blog, para ver (e participar, é claro) é só clicar aqui*
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A Imagem do início do post é de minha autoria, evite usar sem dar os devidos créditos. Mais imagens minha (minha nova mudança: descobri que tudo que amo posso expressar muito bem em imagens ahah) no meu Flickr*

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A mentira que eu mais contei na vida

4455145805_153ee3315c_bVocê foi embora levando todas as roupas que te dei de presente, o computador que compramos juntos, a cadeira do design famoso que você escolheu para a nossa sala e a minha mala de viagem preferida. Mas se eu fosse colocar no papel, de verdade, tudo mais o que você levou, talvez você tenha levado uma parte da minha vida quando bateu a porta também. E sabe qual foi a primeira coisa que eu fiz antes de arrumar a bagunça que você deixou? Eu corri para o espelho para me dizer que estava tudo bem.

Tudo bem. Era só a milionésima quarta vez que eu contava essa mentira. Ou mais até. Depois da décima, perdi a conta. A mentira perdeu a força também. Dizem que, quando contada muitas vezes, uma mentira se torna verdade. Mas como mentir na cara dura para o seu próprio reflexo quando aquele olhar zombador te diz: “na boa, garota, chora aí que ninguém tá vendo”?

Quando meus pais se separaram, do jeito mais traumático que pais podem se separar, eu tampei os ouvidos para não escutar os gritos. Eu fechei os olhos para não derramar lágrimas. E me escondi no porão da minha mente para fingir que nada daquilo me afetava. E fiquei lá, sentada na minha cadeira de balanço imaginária, repetindo como um mantra: tudo bem, tudo bem, tudo bem, tudo bem. Até que me arrancaram dali e me fizeram encarar a vida sem me dar tempo de chorar no mundo real. E tudo bem. Eu já não tinha mais dez anos, quando ainda podia chorar e pedir para dormir na cama dos meus pais. Até porque meus pais não dormiam mais juntos. Mas tudo bem.

E eu fui repetindo isso em cada esquina da minha vida. Fui empurrando com a barriga todas as minhas dores, numa pressa doentia de ser feliz logo. Porque quem quer ser feliz logo não pode dar tempo para a tristeza. Porque quem quer ser feliz logo não para e chora suas dores. E quem quer ser feliz logo não fica com vontade de desistir de tudo só porque o namoradinho, depois de cinco anos, bateu a porta de casa e disse que nunca mais ia voltar. Nem quando a melhor amiga conta todos os seus segredos para as pessoas que mais te odeiam. Nem quando seus pais param de falar com você porque você não seguiu a carreira que eles queriam. Quem quer ser feliz logo não chora por isso. Não é?

Só que, hoje, eu resolvi contar a verdade só um pouco. Para mim mesma, nem precisei espalhar para o resto do mundo. Porque não, muita coisa não ficou bem. Os gritos que eu ouvi (e fingi que não) continuam ecoando em meus ouvidos. As traições que encarei e fingi perdoar continuam presas na garganta. As decepções que engoli em seco e nunca joguei na cara de ninguém ficaram perdidas em vinganças que eu nunca dei – mas sempre quis dar. Nada bem. Ficou tudo aqui, marcado, silenciado, escondido, para o dia que eu resolvesse ser sincera com o meu próprio coração. E entre nós dois, amigo, a gente sabe: tem mais dores do que a gente pode aguentar. Então, hoje, falemos a verdade: não, não tá tudo bem. Quem sabe assim comece a passar.

Esse super texto foi escrito pela Karine Rosa e postado lá no blog Depois dos Quinze.

Eu preciso ser magra

tumblr_na praiaPosso falar? Não precisa não. Nunca seria hipócrita de falar que “aparência não importa”. É óbvio que aquilo que tá por dentro é o mais importante, mas não há coisa mais gostosa que se sentir bem por dentro E por fora. Eu amo me sentir bonita! Depois que aprendi a me achar bonita – bonita de verdade -, passei a me sentir mais segura e confiante pra lidar com as pessoas, e assim pude fazer mais amigos, meu desempenho na área profissional aumentou e, por consequente, minha auto estima subiu, junto com a minha qualidade de vida.

Também não seria hipócrita de dizer que as pessoas não ligam pra nossa aparência, porque elas ligam. O nosso corpo, nosso rosto, nossos trejeitos e a maneira como nos portamos diante das pessoas… esse conjunto de coisas é o nosso cartão de visitas para o mundo. E o mundo tem mais vontade de se aproximar daquelas pessoas que mostram que brilham – e o primeiro meio de detectar esse brilho em uma pessoa é olhando pra casca, apesar de estar longe de ser o método mais seguro.

O meu medo é a maneira como as meninas estão levando isso a sério. Hoje ser bonita é mais importante do que ser inteligente ou interessante. Gasta-se muito mais dinheiro em maquiagens e tratamentos de beleza do que com livros. Os links com indicações de dietas mirabolantes são pelo menos 5 vezes mais compartilhados que  os textos que tratam de assuntos que envolvam o esforço do cérebro ao invés do corpo.

Ai, me preocupa muito. Me preocupa a quantidade de meninas que me perguntam no instagram, twitter e comentários do blog qual é o meu peso, com a ilusão de que se elas pesarem o mesmo, estarão com um corpo legal. Cada uma de vocês tem um corpo diferente, que precisam de cuidados diferentes e definitivamente não devem ser comparados ao meu ou ao dela.

É claro que de vez em quando a gente pensa: “droga, queria ter a barriga lisinha e chapada igual a da atriz X”. Nós somos seres humanos, insatisfeitos e ~o mais difícil de todos~, mulheres. Só não dá pra enlouquecer. Vou contar pra vocês que já cheguei a passar horas olhando meu corpo no espelho e desejando ter outro. A minha caixa torácica é bem mais alta que meu umbigo por conta da asma, e isso sempre me incomodou muito! A perna grossa, o dente torto, o nariz grande, a bochecha de fofão, a sobrancelha muito escura, os cravos, a pele oleosa… admito que esse tipo de pensamento já me torturou demais!

Eu não sou a garota mais bonita do mundo, e não preciso ser. Existem muitas outras por aí com cabelos mais sedosos que os meus, dentes mais brancos que os meus, corpos mais sarados que os meus, casas maiores que as minhas, vidas mais empolgantes, roupas mais bonitas, peles mais lisinhas,… mas eu sou EU! E ninguém mais sabe como é isso. Vocês percebem o quanto isso é especial? Nós somos exatamente do jeito que deveríamos ser. Isso, é claro, não te impede de ser vaidosa e cuidar de si mesma, se mantendo sempre saudável e bonita – principalmente pra fazer VOCÊ feliz e satisfeita.

O lance é que a gente não precisa ser uma eterna escrava da beleza, da magreza, das dietas, do projeto verão, do corpo perfeito ou do que quer que seja. Existe outra parte do nosso corpinho que é mais importante de se cultivar: o cérebro. E quem quiser ser magra: seja. Quem quiser ser gordinha ~sem deixar de ser saudável~: seja. Quem quiser, ser loira, morena, ruiva, careca: seja. Mas seja feliz! Sai dessa de achar que só existem um tipo de beleza! Desencana de tentar se encaixar em algum estereótipo. Já existem tantas garotas por aí que parecem que saíram juntas de uma máquina copiadora! Se você for diferente… se você for VOCÊ, com certeza vai se destacar dessa gente que é assim… tão igual.

Esse texto foi feito pela Gi Ferrarezi, lá do blog Radioactive Unicorns, acho que muitas de vocês devem conhecer o trabalho dela e admirá-la muito. Concordo com tudo que está escrito em número, gênero e grau. 

Não é sobre 20 centavos, estúpido

protesto-paulista-passagem-confronto20130607-0001-size-598Nenhum argumento (“eles quebraram tudo então perderam a razão”, “polícia tem mesmo que proteger patrimônio público”, “vagabundo não tem direito de parar o trânsito”, “20 centavos é um aumento justo em três anos”, “esses filhinhos de papai têm dinheiro pra pagar a mais na passagem, do que estão reclamando?”) invalida uma luta por um país mais decente. Não se trata de 20 centavos.

A verdade é que qualquer pessoa que não concorde, qualquer uma, JAMAIS teve que pegar um trem lotado por anos seguidos às 18h. Eu coloco minha mão no fogo. Se teve, tem a memória muito curta. Ninguém está defendendo a violência de alguns manifestantes, também: defendemos a legitimação da manifestação mesmo com alguns membros desnecessariamente violentos, porque acreditamos que essa seja a minoria. E a verdade é que não se trata mais de 20 centavos. O aumento podia ser de 5 centavos. De 2, que seja. Não se trata disso, não é por isso que as pessoas estão na rua, e se você não percebe, te falta sensibilidade, falta civilidade, e falta viver em SP de verdade – sair do seu carro e do metrozinho que você pega na linha verde e ir morar no subúrbio. Ir viver em outra cidade pra que isso tê dê perspectiva.

Tomar as ruas de SP em protesto, nesse momento, se trata de gente que não aguenta mais ter que lutar pra sobreviver todo dia em uma cidade que cada vez impõe mais obstáculos pra isso.

Eu fico meio assim de falar estando longe, porque é fácil falar estando longe. Mas estar longe também dá uma perspectiva boa, mais ampla, então eu vou falar.

A fiança para os detidos na manifestação é de R$20 mil reais. Tem gente que atropela e mata, paga 5 a 10 mil reais e sai andando da delegacia.

Eles estão se assustando. E sabe por que? Porque todo mundo sabe que quem foi pra Paulista ontem não está lá por causa da passagem de ônibus – como os manifestantes na Turquia não estão lá por causa da construção de um parque. Foi só a gota d’água.

O lance é que ninguém aguenta mais. Ninguém aguenta mais ler que a desigualdade social diminuiu e o Brasil vai ser a maior economia do mundo em 20 anos, e não conseguir sair de casa por medo de tomar um tiro na cabeça sem motivo. SP, especificamente, está sufocando todo mundo. É uma cidade violenta em todos os aspectos – não tô falando só de gente que te assalta e te sequestra, mas da violência que é esse transporte público absurdo, da violência que são esses preços absurdos, da violência que é a ausência de opções de lazer baratas ou gratuitas pra todas as classes, da violência que é ter que atravessar a cidade pra trabalhar, da violência que é o trânsito, todos os dias.

Viver em SP é uma batalha diária, mesmo. Só percebe quem vive uma outra vida. A gente fica tão imerso em todos os esforços que tem que fazer, diariamente, pra checar vivo e íntegro em casa no fim do dia, que não percebe o quão extenuante isso é. O quanto isso acaba com a nossa saúde mental, com a nossa dignidade, com os nossos valores do que é realmente importante na vida. Eu só percebi quando saí daí e vi que outra vida era possível mesmo em uma cidade grande.

Aliás, era isso que eu queria dizer: outra vida é possível. E se 5% das 10 mil pessoas que estiveram na rua ontem são vândalos, bom, eu acho que é preço pequeno a se pagar perto do resto, bem intencionado, que só não aguenta mais ser massacrado todos os dias e viu o aumento da passagem de ônibus como a gota d’água.

O que eles querem é que você pense que quem está na rua é meia-dúzia de vândalos vagabundos. Molecada que não tem o que fazer, gente perigosa que precisa pagar VINTE MIL REAIS de fiança pra sair cadeia. Eles querem muito que você acredite nisso. Você sabe que não: que tinha todo tipo de gente lá. Você sabe que tá todo mundo tão puto quanto você tá. Que, como você, ninguém aguenta mais nem um segundo de conversa fiada dos nossos governantes, e que estamos tão no limite que nós, o povo apático, estamos indo pra rua (eu não estou, mas enfim) de tão putos.

Uma vez só, tenha em mente que, se tem alguém na TV tentando te convencer de algo, você deveria acreditar justamente no contrário.

Esse é um trechinho do incrível texto, escrito pela Ana Paula Freitas para o site O Esquema. O texto da Ana completo se encontra aqui. Vale apena ler o texto completo.

O problema são as palavras.

maquina_de_escrever_1Há muito venho analisando a humanidade e só agora descobri qual o seu problema: são as palavras. Isso mesmo, as palavras. Acontece que tudo que é bom, geralmente leva nomes fracos, sem força, que não impressionam. Já as coisas ruins, levam nomes fortes, de presença, que, não considerando o significado, são até bonitos e marcantes.
Não acredita? Então veja.
Quando você ouve a palavra “facínora”, na hora você para de fazer o que está fazendo e presta atenção a quem se refere essa palavra. Essa proparoxítona bonita impressiona, mesmo porque, não é qualquer bandidinho que pode ser um “facínora”. E olhe a palavra “bondoso”, um similar de facínora. Que palavra “fraquinha”. “Bondoso”, não precisa nem encher o pulmão para pronunciá-la.
“Estelionatário”: o cara “ludibria”, olha aí, outro verbo bonitão que se refere ao mal, o cara ludibria os outros e ainda é referido com um nome pomposo desse. Em compensação, justo, que é do bem, não precisa nem de muito tempo para pronunciar. Não impressiona porque todo mundo espera que todos sejam “justos”. Mas ao invés de “justo”, o vocábulo deveria ser “cafajeste”, outra belezura de palavra. Não é a toa que muitas mulheres preferem os “cafajestes”. Não é nem por suas atitudes, mas elas devem achar que um “cafajeste” é muito mais interessante do que um “bonzinho”. Claro, o bonzinho é “respeitador, olha que palavra “pobre”, apesar de grande não cria expectativa: “respeitador”.
Olha a palavra “pilantra”. Quem ouve não se contenta só com ela. Tem que saber o que o “pilantra” faz para receber esse adjetivo pejorativo. O “pilantra” é mais que esperto, é um “vagabundo” (outra palavra forte) “dissimulado”. E “calhorda”? É quase um elogio, porque para ser “calhorda”, o cara tem que ter certas habilidades. Não se é “calhorda” sem ter uma mente “maquiavélica”. Olha aí, outra do mal, proparoxítona para variar, que desperta curiosidade. E o similar “do bem”, delas? Que tal “generoso”?. Olha que palavrinha mais “xoxa”. Parece até que está tremendo: gee-nee-roo-so. Do bem, mas não causa impacto.
Observem: “meigo”, “sensível”,”gentil”,”sincero”,”amável”,”educado”,”carinhoso”… Não parece sopa de hospital? Que palavrinhas mais aguadas. Se fossem deslocamento de ar, seriam uma brisa que mal balançariam um lençol num varal. Agora,  “vândalo”,”déspota”,”desaforado”,”cruel”,”selvagem”… que lindos, são vocábulos “rolo-compressor”, só de pronunciar parece que está passando um vendaval.
Olhem essas: “estúpido”,”bagaço”,”sanguinário”. Até as sílabas têm autoridade. Não se pronuncia essas palavras, sem dar destaque a cada uma de suas sílabas. “Amoroso”,”honrado”,”caridoso”,”serviçal”… todas do lado “bom” do vocábulo, mas tão sem “expressão” que parecem aqueles “vestidinhos” de usar em casa. Não chamam a atenção.
Pergunte a um menino que ainda não saiba o significado das palavras “cortez” e  “marginal” e vejam o que ele desejará ser, só pelos sons das palavras. Tenho certeza que ele preferirá ser “marginal” à “cortez”, lógico, entre uma palavra forte e outra fraquinha, a criança não pensará duas vezes.
Pois é. Esse é o problema. As palavras que designam coisas boas, geralmente, são “fraquinhas”, “pobres”, sem graça… Se a gente pudesse modificar tudo, renomenclaturar tudo de novo, designando as coisas boas com palavras que designam coisas ruins, e vice-versa, tenho certeza de que os problemas da humanidade se acabariam. Ou vocês acham que as pessoas abririam mão de ser “cafajestes”, “cruéis”,”selvagens”,”calhordas”,”ditadores”,”inescrupulosos”,”covardes” ou “temperamentais”, se além de “vocábulos bonitos” como esses, ainda fossem do bem?
Por isso acreditem: não sou “contraventor” por índole, é só o gosto pela palavra.

Fábio Almeida